9 de Dezembro de 2008

Wii - 2 anos depois (e agora?)

Ontem marcou o 2º aniversário da Wii na Europa. Parece que foi ontem que cheguei a casa com o meu "brinquedo" novo todo entusiasmado para jogar o novo Zelda e experimentar o Wii Sports... durante estes dois anos, já comprei mais jogos do que durante todo o ciclo de vida da Gamecube. Não é de admirar, visto que essa consola nunca conseguiu atrair uma forte audiência e, por consequência, não teve o apoio das 3rd parties que seria de esperar - o título mais forte que me consigo lembrar vindo de fora da Nintendo é o Resident Evil 4 e, apesar de ser um excelente jogo, não faz bem o meu género...

2 anos de jogos Nintendo

A Nintendo apostou forte na Wii e, em apenas dois anos, todas as suas grandes franchises tiveram um lançamento que superou tudo o que estava para trás: Super Mario Galaxy, Legend of Zelda: Twilight Princess, Metroid Prime: Corruption, Mario Kart Wii e Super Smash Bros. Brawl são os principais exemplos disso. Mas não se ficaram pelos clássicos: o Wii Fit, um software completamente diferente do que estamos habituados a ver em consolas, provou ser um sucesso estrondoso que, ainda hoje, se mantém nos tops de vendas mundiais. Tivemos o (muito) incompreendido Wii Music, que alguns esperavam ser uma espécie de "Guitar Hero" (mas na realidade é um software completamente diferente, embora bastante divertido na mesma), o "jogo" que acabou por marcar uma nova polémica: onde é que estão os jogos? A resposta é simples: onde sempre estiveram, apenas agora temos mais variedade de oferta.

Tendo em conta os ciclos de desenvolvimento habituais da Nintendo para os seus jogos, é impossível esperar um novo Mario ou Metroid nos próximos anos. Talvez um Zelda em 2010: não acredito que o consigam lançar em 2009, mas seria uma agradável surpresa. Temos o Pikmin 3 anunciado, mas também não sabemos para quando... Então, o que se segue?

O suporte das 3rd parties

O suporte vindo das 3rd parties tem trazido do melhor e do pior para a Wii. Há jogos absolutamente memoráveis como o de Blob e o Zack & Wiki, infelizmente castigados pelo mercado por não serem brands conhecidos. O mesmo se pode dizer do Boom Blox que, apesar de não o ter jogado, acredito que seja muito bom visto todas as reacções por parte da crítica. Mas enquanto que uns decidiram apostar no Boom Blox novamente e anunciar uma sequela, já o mesmo não se passou com a Capcom: as baixas vendas do Zack & Wiki condenaram o que podia ser uma excelente série a um acto isolado. O port do Resident Evil 4 para a Wii foi um sucesso comercial que, infelizmente, foi interpretado como uma oportunidade para a Capcom lançar ports de todos os outros REs, em vez de desenvolver algo de novo para a consola. A Ubisoft tem-se limitado a encher as prateleiras da Wii com jogos de animais de estimação de qualidade duvidosa... e a popularidade de jogos fraquíssimos como o Carnival Games fez com que as empresas encontrassem uma oportunidade de fazer "dinheiro fácil" com péssimos jogos.

Por outro lado, temos a Sega a investir cada vez mais na Wii, embora os seus principais títulos só estejam para sair em 2009. A Capcom continua a investir em ports (provavelmente até que as pessoas deixem de os comprar) e a negar-lhe jogos como o Street Fighter 4 mas, curiosamente, tem o seu maior sucesso de vendas anunciado como exclusivo para a Wii: o Monster Hunter 3. No entanto, a empresa que mais se destaca no meio disto tudo é a Marvellous Entertainment: subitamente, anunciou uma quantidade de jogos fantásticos para 2009 que me deixam bastante curioso e interessado. A Square Enix desenvolveu o fantástico Pollux Engine que permite a ligação entre jogos lançados na Wii e na DS em simultâneo, cujos frutos surgirão também em 2009. Parece que, ao fim de dois anos, as 3rd parties começam finalmente a investir em força na consola... Então, sendo assim, o que podemos esperar para o 3º ano da consola?

E agora, 2009?

Muita coisa!! Da Nintendo, foram anunciados no Japão alguns jogos completamente novos (entre os quais dois RPGs) que deverão ser brevemente confirmados para o ocidente, como Cosmic Walker, Dynamic Slash, Spawn Smasher. O mais entusiasmante do próximo ano são os nomes já conhecidos: "Pikmin 3" será um must-buy e o "Punch-Out! Wii" e "Another Code" parecem ser interessantes, mas a grande surpresa foi mesmo o "Sin & Punishment 2" - considerado um dos melhores jogos da Nintendo 64, nunca tinha saído do Japão, até que em 2008 foi lançado para download na Virtual Console em todo o mundo. Para além disso, o novo "Wii Sports Resort" será o cavalo de tróia para introduzir o novo periférico "Wii Motion Plus", que irá aumentar as capacidades de detecção de movimento do comando e permitir o controlo de objectos em tempo real com máxima precisão - já começa a cheirar a novo Zelda?...

A Capcom irá lançar o Monster Hunter 3, que poderá vir a ser um dos jogos do ano para a consola... estamos a falar de uma das séries mais populares do Japão que, apesar de ainda pouco conhecida no ocidente, tem vindo a ser cada vez mais publicitada. Infelizmente, é tudo o que vejo de interessante vindo desta empresa, mas pelo menos é um jogo absolutamente épico...

Já a Sega irá publicar uma grande quantidade de jogos fantásticos. Começo pelo MadWorld - um jogo brutalmente violento, sim, mas com um estilo artístico fenomenal. Depois vem aquele que é, para mim, um dos mais esperados: "House of the Dead: Overkill" - nunca fui muito fã da série, mas o fantástico estilo artístico e apresentação à Grindhouse vendeu-me a ideia do jogo imediatamente. O "Sonic & The Black Knight" é a nova esperança dos fãs de Sonic em verem um grande jogo da série em 3D e, finalmente, temos ainda o "The Conduit" um FPS tecnicamente impressionante que promete agradar aos apreciadores do género.

Finalmente, destaco 3 jogos com estilos artísticos fantásticos, vindos da Marvellous Entertainment, que prometem ser excelentes jogos: Muramasa, um hack'n'slash completamente desenhado à mão, Little King's Story, um jogo que parece inspirado em Pikmin e, finalmente, Arc Rise Fantasia, o primeiro RPG de uma trilogia anunciada.

E é tudo?

Já sabemos como é a Nintendo e o seu secretismo... enquanto algum jogo não estiver pronto a ser mostrado, também não é habitual ser anunciado. No entando, a pressão feita pelos consumidores tem sido tanto que já foi anunciado o Pikmin 3 (como já referi), assim como está confirmado o desenvolvimento de um novo Mario e novo Zelda. Duvido que se saiba mais alguma coisa do Mario tão cedo, mas não me surpreenderia que um trailer do próximo Zelda surgisse durante o próximo ano (mas só isso). Os rumores de um Kid Icarus Wii já andam por aí há muito tempo... É certo que a Nintendo terá algumas surpresas na calha, visto que a maioria dos jogos anunciados deverão sair (pelo menos no Japão) todos no primeiro semestre de 2009. De qualquer forma, com base no que já foi anunciado, teremos um grande ano pela frente...

Parabéns Wii: os dois primeiros anos foram fantásticos, venha o terceiro!!

21 de Novembro de 2008

Seis meses sem democracia

Já muito foi dito sobre as declarações de Manuela Ferreira Leite. Tanto, que a própria já veio a público, explicar o que realmente queria dizer, acabando por falar mais do que o habitual. Aliás, chego a perguntar-me se, em vez de reclamarem por terem uma líder da oposição que não fala, não deveriam era estar gratos por isso...

Mas depois de encontrar um excelente post de Pedro Cavaco dedicado ao assunto, ocorreu-me uma ideia que não seria assim tão má: e se todos tivessemos direito aos nossos 6 meses sem democracia?

Vem um pouco de encontro à tipica questão "e se você mandasse, o que faria?" e as consequentes típicas respostas de erradicar a pobreza, paz no mundo, etc., eu sei. Mas com um pequeno toque de ditadura, as coisas seriam mais divertidas. Aposto que teríamos períodos fantásticos como "6 meses sem impostos" ou "6 meses sem pagar dívidas" vindos de alguém da classe média, "6 meses sem carro" por parte de um ambientalista, "6 meses sem velhinhas no autocarro" por parte dos restantes utentes do mesmo... Claro que também viria a ganância, um qualquer ditador temporário podia querer acumular riqueza e colocar todo o país em sofrimento... mas ao fim desses 6 meses, viria outro para acabar com o seu reinado de tirania e ficávamos todos bem.

Visto de um certo ponto de vista, até que seria relativamente democrático!

19 de Novembro de 2008

Manicómio FEUP

Recebi hoje (assim como todos os alunos da FEUP) o seguinte e-mail:

Foram avistados 3 pessoas a correr com casacos verde claro, calças vermelhas e chapéus de cowboys perto da feup. Um deles leva-va uma machadinha de pequeno porte, o outro um aerossol, e o terceiro um saco plástico. Além de gritarem obcesnidades e vandalisarem paredes, há pessoas que os viram a espancar alunos. Não se aproximem deles! Se os virem, deixam a área o mais depressa possivel! Apesar de não estarem armados, são perigosos!


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Esta mensagem foi enviada por 080503291 - Joao Martins para potencialmente 6935 pessoas.

Sistema de Email Dinâmico do SIGARRA - FEUP
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Bem... foi o momento "WTF" do mês.

7 de Novembro de 2008

Pesquisas e Referências

Não sei como funciona nos outros cursos, mas em Engenharia Informática é muito comum os alunos ignorarem por completo as bibliografias nos seus relatórios. Muitas vezes fazem-se trabalhos sem consultar ou conhecer minimamente o trabalho já desenvolvido por outras pessoas na mesma área. Salvo alguns professores, mais ligados à área de investigação, não é frequente levar-se em conta na avaliação a capacidade de pesquisa ou o espírito de investigação. É uma prática comum desenvolver-se trabalhos académicos com recurso a pesquisas rápidas no Google, abrir meia dúzia de links e fechá-los assim que deixam de ter utilidade. Links, autores e conteúdos acabam esquecidos no histórico do browser, os pequenos pedaços de informação que ajudaram a desenvolver uma parte do trabalho ou a escrever algum conteúdo do relatório desaparecem... até à altura em que é preciso escrever as conclusões e acrescentar uma bibliografia no final. É nessa altura que se regressa ao Google para uma pesquisa rápida, copiar 3 ou 4 links e chapá-los na última página do relatório. Há o cúmulo de muita gente utilizar a própria página do Google como uma referência bilbiográfica - quando, na realidade, é uma ferramenta de pesquisa.

Ao desenvolver um relatório de Dissertação (tal como qualquer outro, embora não seja prática corrente), é fundamental ter em conta o respeito pelo trabalho dos outros autores. Além disso, é o trabalho de outros que pode servir de base para fundamentar algo que se queira dizer, como justificar a escolha de uma metodologia. A lista de referências é algo que deve existir num relatório desde o começo do seu desenvolvimento, não algo que escrevemos no fim conforme nos lembramos. Tem ainda a utilidade de nos permitir voltar facilmente a um documento que nos serviu de referência, sempre que for necessário.

Uma boa pesquisa enriquece sempre um trabalho, especialmente quando esta é devidamente documentada. De entre as várias ferramentas disponíveis na internet, quero salientar o Google Scholar, que permite consultar uma infinidade de artigos científicos, teses e dissertações, assim como outros documentos que tenham esses resultados como referência e quais os principais autores com documentos nessa área de investigação. Além disso, para quem utilizar LaTeX, o Scholar permite retirar uma referência para o Bibtex já devidamente formatada, o que poupa bastante trabalho a quem não gosta de organizar biliografias.

27 de Outubro de 2008

Ambiente de trabalho

Segunda-feira e muita preguiça... dizem que é um mal comum! Gostava de ter uma espécie de comprimido que se pudesse tomar e, de repente, ficava-se extremamente produtivo, mesmo que fosse uma manhã cinzenta de segunda-feira. O local de trabalho, o ambiente que nos rodeia, é algo que ajuda bastante. Mas, nos dias que correm, é mais fácil encontrar distracções do que factores que impulsionem a concentração.

O facto de ter um computador como instrumento essencial para o trabalho, e necessitar da internet para quase tudo, abre as portas a uma imensidão de coisas mais divertidas para se fazer. Cliente do twitter sempre actualizado, messenger ligado, todas as feeds de RSS a gritar "read me! read me!"... tudo isso pode ser desligado, sim, mas isso só leva à sensação de estar desconectado e aumenta a curiosidade em ver o que se está a passar. É mais fácil ignorar um pop-up do twitter, do que ficar na dúvida, com vontade de ir ver se há novidades...

Depois há o tempo que se perde a pesquisar sobre várias maneiras possíveis de aumentar a produtividade. Acho que todos esses sites deviam ter um "disclaimer" que nos avisasse: a melhor maneira de aumentar a produtividade é não perder tempo a procurar como o fazer.

Os locais de trabalho são, na minha opinião, o mais importante. Estar na biblioteca da faculdade, por exemplo, incentiva-me muito mais ao trabalho do que quando estou numa sala qualquer de computadores da FEUP, com dezenas de pessoas nos hi5's, a ver trailers ou animé ou ajogar qualquer coisa no miniclip. Até num café (embora só em alguns) consigo trabalhar melhor do que nessas salas. Em casa, nem se fala... trabalhar em casa é, para mim, um mito. Algo que só acontece aos outros. Prefiro ficar mais um pouco na faculdade a terminar alguma coisa, do que deixar "para fazer em casa"...

De qualquer modo, já tenho em mente o meu plano de trabalhos para hoje, que tenciono realmente cumprir. Conhecendo o tipo de ambientes em que trabalho melhor, é mais fácil conseguir a disciplina de trabalho necessária, tendo em conta o universo de adversidades à produtividade!